A VERDADE SOBRE O NOME JESUS

a-verdade-sobre-o-nome-jesus            Infelizmente muitas pessoas bem intencionadas são enganadas por informações  errôneas disseminadas principalmente na internet acerca do nome “Jesus” atribuindo uma origem pagã a esse nome, mas, que na verdade é uma transliteração dos originais hebraico/aramaico [1] O pior é que a grande maioria nem se dá ao trabalho de pesquisar melhor antes de repassar informações erradas e grosseiras.

Algumas pessoas chegam a afirmar que o nome “Jesus” refere-se a um deus pagão grego metade cavalo, metade porco. Entretanto as criaturas da mitologia grega com as características de homem/cavalo chamavam-se Centauros (metade humanos e metade cavalos) e viviam (segundo a mitologia) nas montanhas da Tessália. Em grego a palavra cavalo é “Híppos” de onde deriva o vocábulo Hipódromo, não havendo relação com Jesus. Quanto ao de metade porco não existe tal criatura na mitologia grega.

Outro equívoco é também relacionar o nome de Jesus em aramaico “Yeshua” ou “ישוע” com cavalo, esse absurdo é defendido principalmente pelos que somente aceitam a palavra Yaohushua como o nome do Messias. O sufixo “shua” está escrito com a letra shin “ש” o equivalente hebraico ao nosso “s” e “sh” não com a letra Samer que é um outro “s” utilizado no hebraico para escrever a palavra cavalo. Ou seja, Yeshua nada tem a ver com cavalo. Tampouco a transliteração latina do nome Jesus “IESUS” referem-se a cavalo: Em latim havia duas palavras para esse animal: “Equus” de onde vêm os vocábulos equídeo e equino. Denominação dada para as montarias dos cavaleiros. E tambem “Caballus” de onde vem a nossa palavra cavalo, e era usada para denominar os animais de serviço.

Indivíduos desinformados têm utilizando a separação silábica do português: Je-sus compararam o sufixo ‘SUS’ com a palavra latina “SUS” que na língua dos romanos significa suíno [2]. Daí acreditarem também no absurdo de que Jesus era uma divindade romana meio porco meio homem. Acontece que a separação das silabas do nome IESUS que é o nome Jesus em latim separa-se diferente do português, com o sufixo terminando em “us” sendo da quarta declinação segundo o dicionário de Latim. Assim, a separação acontece da seguinte forma: IES-US ou Jes-us e não “SUS”. Ou seja, pessoas que nunca pegaram num dicionário de Latim para averiguar a verdade. Na internet podem-se encontrar vários dicionários de latim que se consegue baixar gratuitamente [3].

Existe ainda quem tente relacionar o nome de Jesus os deuses solares gregos e romanos, todavia, o astro rei na língua de Sócrates chama-se “Hélio” e em latim ‘solis’. O Sol invicto era um título religioso dado a algumas divindades romanas, com a conversão do Império Romano ao Cristianismo foi substituído pelo símbolo Chi Rho. Ou seja, nada tem haver com Jesus.

Como vimos todas essas alegações são totalmente falsas e o nome Jesus é completamente autentico. Podemos exprimir através dele a nossa fé no Messias divino, aquele mesmo que andou pelas terras da Judeia e que é o caminho, a verdade e a vida.

Jefferson Moura de Lemos

Referências e notas:
[1] Ver nosso artigo: A importância do nome hebraico de Jesus no Espiritismo
[2] Outra palavra latina para porco é “porcus”.
[3]https://pt.wikibooks.org/wiki/Latim/Imprimir

https://pt.wikipedia.org/wiki/Declina%C3%A7%C3%A3o_%28gram%C3%A1tica%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Yeshua
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/porco/
http://www.dicionarioetimologico.com.br/cavalo/
https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_%28mitologia%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chi_Rho
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3dromo

Ver também o vídeo do professor Fábio Sabino: https://www.youtube.com/watch?v=Q7LkrCrmQAo

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A SERPENTE E A IMORTALIDADE DA ALMA

a-serpente-e-a-imortalidade-da-alma            No relato bíblico, a serpente induziu Adão e Eva a comerem o fruto da árvore do bem e do mal, com a promessa de que eles não morreriam, contrariando o vaticínio divino de que provar o fruto proibido era morte certa. Para os adeptos do mortalismo, essas palavras da cobra são uma alusão à imortalidade da alma, doutrina que eles não acreditam, pois, para esses irmãos a alma também morre juntamente com o corpo; assim, a serpente teria criado uma falsa crença para enganar os primeiros humanos.

Entretanto, a Biologia e a História comprovam que a descrição do Gênesis é totalmente mitológica e simbólica, não podendo ser tomada no seu sentido literal, pois os personagens de Adão e Eva não existiram, não foram pessoas reais. Assim, a única leitura que se pode fazer desse texto é num âmbito figurativo.

Desse modo, a descrição feita pelo Gênesis em sua simbologia, presta-se a diversas interpretações de acordo com a ideologia dos intérpretes. Por isso, mesmo não considerando essa história como real, iremos demonstrar através de uma análise literal do texto que podemos chegar a uma conclusão totalmente diferente do que os mortalistas supõem, não havendo nas entrelinhas nenhuma referência à doutrina da imortalidade da alma.

O “primeiro casal” já vivia uma vida física fadada à morte, pois dependiam inteiramente da árvore da vida para continuarem vivendo para sempre, ou seja, eram imortais enquanto comecem dessa árvore (Gênesis 2:9;16), era uma imortalidade física condicional como dizem os mortalistas. Mas, a serpente lhes fez acreditar que se provassem da árvore do bem e do mal não seriam apenas semelhantes a Deus, mas, totalmente iguais a Ele em conhecimento e sabedoria: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gênesis 3:5).

Por isso: “viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento” (Gênesis 3:6). Só que as coisas não foram bem assim e após a desobediência Deus expulsa o casal caído para fora do jardim para que não tivessem acesso a árvore da vida e continuassem vivendo para sempre. Adão e Eva não morreram de imediato, tendo uma vida longeva em anos, somente não mais tinham acesso à fonte de sua imortalidade física.

Desse modo, verifica-se que a serpente não se referia à imortalidade da alma, mas, induzia o ingênuo casal ao desejo de igualar-se ao seu criador, tornando-se deuses e por consequência eternos: “Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4). Esse texto logicamente trata-se de uma alegoria, representando o castigo a toda a pretensão humana de elevar-se ao nível de divindades, algo comum nos tempos antigos e que era intolerável ao monoteísmo judaico.

Logo se percebe os resquícios das mitologias politeístas mais antigas que serviram de base para a adaptação monoteísta do Gênesis judaico. Porquanto, a essência fundamental continuou intacta: os deuses detinham todo o conhecimento, mas, alguém repassou a ciência divina para o homem deixando as divindades furiosas, castigando a humanidade pelo seu atrevimento.

Essa mesma essência encontramos na criação do homem na mitologia dos povos mesopotâmicos, ver “Adapa”, uma das fontes principais do Gênesis, e “Prometeu” na mitologia grega entre outras.

Desse modo, o ensino mortalista de que a crença na imortalidade da alma teve início no Éden com a serpente é simplesmente uma falácia infantil.

Jefferson Moura de Lemos

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O ALICERCE DO ESPIRITISMO

o-alicerce-do-espiritismo           Para alcançarmos o elevado patamar do Espiritismo não basta acreditarmos em vida após a morte; não basta ouvirmos vozes do além e nem incorporarmos espíritos.

Sabemos que a comunicação com o outro mundo e a crença na imortalidade da alma não são aspectos exclusivos de nossa doutrina. A Umbanda e o Candomblé aceitam a manifestação dos espíritos. O Budismo e o Hinduísmo aceitam os princípios de reencarnação; entretanto, não estão dentro da esfera espírita.

          Espiritismo legitimo, dentro da esfera kardecista, se enquadra nos princípios que nos foram legados pelo mestre lionês. Sim, meus amigos, o Espiritismo legitimo, como ciência, filosofia e religião, por certo extraímos das sábias lições do nosso mestre Kardec.

O legado do sábio pesquisador francês, eternizado como o codificador do Espiritismo, sem dúvida constitui o sólido alicerce de nossa Doutrina. Sim, foi Kardec quem introduziu pela primeira vez os termos Espiritismo e espírita.

A pessoa pode ser espiritualista, mas não ser espírita. O espiritualista aceita e acredita ter em si “algo” além da matéria, mas não é espírita. O espírita tem como base Kardec, aceita plenamente a comunicabilidade com os espíritos e, acima de tudo, se caracteriza por sua transformação moral, para melhor.

(…) Das observações de Kardec, com base em sua cultura e razão, por certo nasceu a nossa Doutrina. O Espiritismo nasceu na França, mas floresce no Brasil. A árvore do Espiritismo foi plantada na França pelas mãos do Codificador, mas graças a Deus vem ampliando os seus galhos no Brasil.

A nossa Doutrina tem como pedra angular O Livro dos Espíritos. Até hoje, ninguém conseguiu destruir uma linha sequer desse monumento do Espiritismo.

Domério de Oliveira

Trechos extraídos da revista
“Espiritismo e Ciência Especial: Grandes Temas do Espiritismo”
Nº 19, Mythos Editora
Pag. 28 e 29

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SOMOS CRIATURAS OU FILHOS DE DEUS?

somos-criaturas-ou-filhos-de-deusSegundo o cristianismo tradicional, os seus adeptos são os únicos credenciados para se afirmarem filhos de Deus. Essa opinião é baseada em alguns textos, como por exemplo, João 1:12 onde se lê: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”.

Para entender essa e outras passagens é necessário compreender o contexto e as motivações dos discípulos de Jesus naquele momento.

Os seguidores mais próximos de Jesus, sendo judeus, estavam impregnados pelas mitologias de seu povo. Utilizando como ideia inicial de suas reflexões a queda do primeiro casal e a consequência da sua desobediência: o pecado original.

Assim, acreditavam que, sendo Adão filho de Deus (Lucas 3:38), pois foi criado diretamente das suas mãos, ao perder a filiação divina por ocasião da queda, transmitiu para a sua descendência a condição de criaturas em busca de reconciliação com o seu criador. Somente após se reconciliarem com o Eterno é que o gênero humano poderia ascender novamente ao status de filhos.

Até mesmo os judeus que eram chamados de povo de Deus não detinham essa prerrogativa, pois se consideravam filhos de Abraão (Lucas 3:8), igualando-se nesse sentido (de criaturas) aos gentios.

Jesus era o elo que faltava para essa reconciliação. Se Adão condenou o ser humano a carregar um pecado hereditário, Jesus resgataria essa falta pelo sacrifício da própria vida (Romanos 5: 8-19). Reconduzindo todos os que passassem a crer em seu sacrifício para a comunhão filial com o Eterno. Já não serão apenas criaturas, mas legítimos filhos de Deus.

Acontece que as descobertas da ciência demonstram a inexistência dos personagens de Adão e Eva comprovando a sua origem mitológica e simbólica. Invalidando por consequência o resultado de sua queda.

Jesus por sua vez, não poderia substituir essas ideias mitológicas sem prejuízo para a sua missão. Portanto, teve que submeter-se às opiniões da época e trabalhar com o material que dispunha, para que a sua mensagem pudesse ser assimilada e disseminada, já que a doutrina da substituição sacrificial era algo aceito em praticamente todas as culturas da região e também em outras localidades do mundo. Desse modo, quando Jesus disse: “ide e pregai a toda criatura” (Marcos 16:15), apenas reproduzia um conceito que poderia ser aceito sem dificuldades.

Infelizmente, ainda hoje, para a maioria dos cristãos apegados à mitologia, todos os que não se enquadram no seu modelo de cristianismo estão sob o peso do pecado e apartados da filiação divina, sendo considerados apenas criaturas, deserdadas assim do reino dos céus até retornarem à condição de filhos, aceitando o holocausto de Cristo.

A Doutrina Espírita seguindo de mãos dadas com os achados científicos, não vê Adão e Eva como pessoas reais, mas, personagens alegóricos e o pecado original por consequência não aconteceu. Por conseguinte, também não houve sacrifício de substituição na cruz, quer dizer, Jesus não morreu para apagar o pecado original nem nos substituiu nos pecados individuais. Logo, todos os seres humanos são filhos de Deus e herdeiros dos Céus, isto é, todos têm condições de chegar aos planos espirituais mais elevados, através da evolução e da reencarnação.

São as diferenças evolutivas que dividem os filhos de Deus entre aqueles que já fazem a vontade do Pai, se conduzindo no caminho do bem e estando em maior sintonia com Ele ou como disse Paulo: “são guiados pelo espírito de Deus” (Romanos 8:14). E os que por vontade própria se afastam dessa sintonia, não realizando a reforma interior. O retorno ao caminho do correto agir através do arrependimento reforça os laços com os Espíritos do Senhor, volvendo o homem ao equilíbrio de sintonia mental com o Deus, por meio da oração sincera e da caridade.

“Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que pensam honrá-lo através de cerimônias que não os tornam melhores para os seus semelhantes.”
“Todos os homens são irmãos e filhos do mesmo Deus, que chama para ele todos os que seguem as suas leis, qualquer que seja a forma pela qual se exprimam.” O Livro dos Espíritos, questão 654.

Jefferson Moura de Lemos

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MOISÉS E A SOBREVIVÊNCIA DA ALMA

MOISÉS E A SOBREVIVmoises-e-a-sobrevivencia-da-almaÊNCIA DA ALMA

“E morre no monte ao qual subirás; e recolhe-te ao teu povo, como Arão teu irmão morreu no monte Hor, e se recolheu ao seu povo.” (Deuteronômio 32:50)

     Para os mortalistas, que são os cristãos que não creem na imortalidade da alma, esse versículo apenas enfatiza o retorno do grande legislador hebreu ao pó da terra. Ressaltando que na morte, Moisés e Arão seguiram o mesmo caminho dos seus antepassados, descendo ao sepulcro.

       Mas, essa ótica mortalista não encontra respaldo no texto nem no raciocínio, visto que o aviso propunha um retorno especifico, guardando nas entrelinhas a esperança e a consolação de um futuro reencontro entre seres conscientes. Isto não pode se dar entre elementos inorgânicos, que é o que acontece quando ocorre a decomposição dos corpos, cujos componentes são reaproveitados pela natureza, tornando todos os restos mortais, sejam de humanos ou de animais solidários no pó.

       Assim, de nenhum modo o anúncio feito pelo Espírito Superior a Moisés aponta para a sepultura. Isso fica bem claro na frase: “Recolhe-te ao teu povo”.

      Muitas comunidades veem os cemitérios como solos sagrados de seus antepassados e fazem questão de serem enterrados no mesmo terreno em que estão os despojos de seus ancestrais, e isso até poderia explicar a passagem em tela. Todavia, o texto não se refere a algum cemitério hebreu, em que Moisés poderia ter sido enterrado junto dos seus, pois os hebreus estavam errantes no seu caminho para Canaã [1]. Alias, O transpasse ocorreu no monte Nebo, próximo das planícies moabitas de onde Moisés vislumbrou a terra prometida sem poder entrar nela.

       Assim sendo, essa passagem Deuteronômica fica ininteligível, quando não utilizamos a chave interpretativa da imortalidade da alma. E o referencial mais abalizado sobre essa ideia é a opinião de Jesus.

       Moisés no período inicial de sua missão, quando foi informado pelo mensageiro de Deus na sarça ardente que seria o libertador dos hebreus da escravidão egípcia [2], ouviu a seguinte frase: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. O anjo não disse ‘Eu Fui’ ou ‘o Deus que Abraão adorou’, mas, asseverou apenas: “Eu Sou”. Em outras palavras, os três ainda eram servos do Eterno permanecendo vivos e conscientes no mundo espiritual e o Senhor continuava sendo o seu Deus.

       Esse mesmo pensamento foi relembrado por Jesus perante os Saduceus que eram os mortalistas da época [3]. Reafirmando a frase dita a Moisés, o Mestre de Nazaré advertia os discípulos de Zadok que erravam por não interpretarem corretamente a Bíblia acerca da imortalidade, visto que o Senhor não é Deus de mortos, mas de vivos [4]. Em outro momento Jesus ratificou novamente a sobrevivência e consciência dos mortos na parábola do Rico e Lázaro se dirigindo aos fariseus [5].

       Ora, Jesus reprovou o ceticismo saduceu e não reprovou o imortalismo farisaico, reforçando ainda mais essa crença através da parábola. Isso significa que o próprio Cristo compartilhava desse credo, caso contrário, teria repudiado publicamente a sobrevivência e o estado cônscio da alma, como fizera tantas vezes ao referir-se a hipocrisia farisaica [6].

        Portanto, a mensagem direcionada a Moisés utilizando a chave da imortalidade da alma, queria dizer que, apesar de não poder habitar fisicamente a terra de Canaã, o legislador ao morrer [7] iria se reunir à comunidade dos hebreus que já estava no mundo espiritual, como aconteceu com seu irmão Arão. A Lei de afinidade é universal e os espíritos desencarnados como os encarnados geralmente procuram aqueles com quem mantêm relações de amizade ou culturais.

       Por isso, séculos mais tarde, durante o fenômeno da transfiguração o espírito de Moisés ao lado de Elias apareceu diante de Jesus. Sancionando definitivamente a continuidade da vida no mundo espiritual e a comunicação entre esses dois mundos [8].

       Na pergunta 160 de “O Livro dos Espíritos” encontramos o seguinte questionamento de Allan Kardec aos espíritos superiores: “O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele?”

       E a espiritualidade respondeu: “Sim, conforme à afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar.”

          Na parábola do mordomo infiel Jesus em sua conclusão ilustra o mesmo ponto de vista dos espíritos da Codificação Kardequiana: “E eu vos digo: granjeai amigos com as riquezas da injustiça, para que, quando estas faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos”. Quer dizer, o homem iníquo ao arrepender-se e utilizar a sua riqueza em beneficio do próximo, fará amigos agradecidos. E esses o receberão depois da morte no mundo espiritual (tabernáculos eternos). Acontecendo o mesmo para o homem que continua iníquo, sendo recebido no plano espiritual por injustos como ele.

     É a mesma Lei de afinidade que rege as relações humanas nos dois planos da vida. Harmonizando as três revelações de Deus: O Judaísmo, o Cristianismo e o Espiritismo.

Jefferson Moura de Lemos

[1] Números cap. 14
[2] Êxodo 3:6
[3] (Atos 23:7-8)
[4] Lucas 20: 37 – 38
[5] Ver nosso artigo: A Parábola do Rico e Lázaro
[6] Logicamente que o conceito sobre uma vida além-túmulo no Antigo Testamento era muito vago, embora acreditassem numa vida espiritual subterrânea no Xeol. Todavia, o Espírito do Senhor que se dirigiu ao grande legislador confirmando que o desencarne dele estava próximo e também Jesus tinham o conhecimento real sobre a vida do espírito no pós-morte.
[7] Deuteronômio: 34: 5,6,8. Josué 1:1-2
[8] Ver também nosso artigo: “Jesus e o espírito de Moisés”.

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