A JUMENTA DE BALAÃO E AS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS

A JUMENTA DE BALAÃO E AS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS

 A JUMENTA DE BALAÃO E AS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS

 

 

 

 

         No livro de Números, escrito por Moisés, é narrada a forma de intercessão de um Espírito, que se valeu de uma jumenta, para modificar o intento de Balaão (servo do Senhor) que se dirigia ao encontro de Balaque (filho de Zipor, rei dos moabitas). Vendo o Espírito, a jumenta recuava e não atendia aos desejos de continuar a viagem, de Balaão. Este passou a açoitá-la, até que na terceira vez, surge o inesperado. Está escrito na Bíblia assim:

          “Então, o Senhor abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? E Balaão disse à jumenta: Porque zombaste de mim; tomara que tivera eu uma espada na mão, porque agora te mataria. E a jumenta disse a Balaão: Porventura, não sou tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu já fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não. Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão e ele viu o Anjo do Senhor que estava no caminho” (Números cap.22, vers. 28 a 31).

          Lendo o trecho a gente até sente pena da jumenta. A humildade com que ela fala, mesmo após a afirmação de Balaão de que, se tivesse uma espada a mataria.

          O apóstolo Pedro se reportou a este episódio, afirmando que “… o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta” (2 Pedro, cap.2, vers. 16). E você, o que acha?

          Uma jumenta falando com voz humana! Seria possível? Isso nós conceituamos como fenômeno mediúnico. Comunicação dos Espíritos com os homens. Balaão recebeu uma mensagem espiritual impedindo-o de prosseguir na caminhada. A bem da verdade, que fique claro que a jumenta não falou. O fenômeno foi de audiência: Balaão ouviu a voz direta do Espírito, e julgou que provinha da jumenta, em face da argumentação expedida. Em seguida, veio o fenômeno de vidência e Balaão viu o Espírito comunicante [1].

          O texto se refere a um “anjo do senhor”. Se os “anjos” confabulavam com os homens na antiguidade, o que os impede de fazer o mesmo hoje? Chamar de anjo ou de espírito é só uma questão de palavras. O fenômeno não se altera por conta disso [2].

Extraído do livro “O Espiritismo à Luz da Bíblia Sagrada”

Autor: Melcíades José de Brito

Editora DPL, P.50,51

 

 

 

 

Notas do blog:

[1] Ver o Livro dos Médiuns: Pneumatofonia, Médiuns Audientes e Manifestações visuais.

[2] Hebreus 1: 13 – 14

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