OBJEÇÕES À REENCARNAÇÃO DO PROFETA ELIAS – PARTE 2

OBJEÇÕES À REENCARNAÇÃO DO PROFETA ELIAS – PARTE 2

 

          Se João Batista fosse Elias, no momento da transfiguração de Cristo teriam aparecido Moisés e João (que já era morto) e não Moisés e Elias. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última reencarnação”. Então, João não poderia ser a reencarnação de Elias.

 

          A objeção acima é comumente utilizada por católicos e protestantes com a finalidade de rejeitar a reencarnação do profeta Elias como João batista. Na Tentativa de encontrar incoerências no Espiritismo utilizam a questão 150b de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, uma das obras básicas da codificação Espírita, para respaldar a opinião de que Elias e João não poderiam ser o mesmo Espírito. Contudo, eles próprios entram em contradição quando  emitem opiniões sem o devido aprofundamento, sem abrangerem o conjunto da obra, fazendo afirmações superficiais sem o conhecimento da doutrina como um todo.

          Vejamos a questão citada acima na sua íntegra:

P – “Não tendo mais seu corpo material, como a alma constata a sua individualidade?”

R – Ela tem ainda um fluido que lhe é próprio, tomado da atmosfera de seu planeta e que representa a aparência de sua ultima encarnação: seu períspirito.

 

          Metódico, Kardec faz essa indagação aos espíritos superiores continuando o assunto levantado na questão anterior (a 150a) acerca da alma depois da morte, sua individualidade e a existência do corpo espiritual, o períspirito. Na resposta, os espíritos afirmam que após o desencarne o períspirito apresenta-se com a mesma aparência que o espírito tinha quando encarnado. No entanto, eles não dizem que o espírito só poderia apresentar-se exclusivamente assim, com a aparência da sua ultima existência.

          O Perispírito sendo sensível ao pensamento molda-se com maior ou menor facilidade às diretrizes mentais impostas pelo Espírito, de acordo com a sua evolução. Isso acontece devido à plasticidade do Períspirito. É o que Kardec esclarece em outra obra básica da codificação “A Gênese” quando afirma:

          Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são o produto de um pensamento inconsciente. Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

          É assim, por exemplo, que o Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações [1]. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores – enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. – que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu Perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido. Se, pois, uma vez ele foi negro e branco de outra, apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que se refira a sua evocação e à que se transporte o seu pensamento. [2]    

           Desse modo, Espíritos de evolução elevada podem com facilidade tomar a forma da encarnação que melhor lhe convier ou agradar. É o que ocorreu, por exemplo, com Emmanuel o mentor espiritual de Chico Xavier. Em sua ultima encarnação, segundo informações do próprio Emmanuel, ele foi o padre português Manuel da Nóbrega, mas preferiu apresentar-se a Chico com a forma do senador romano Públio Lentulus Cornelius, porquanto foi nessa existência física que ele conheceu Jesus pessoalmente. 

          Assim sendo, a objeção dos nossos irmãos não suporta uma análise séria segundo a doutrina espírita. João Batista ao retornar ao plano espiritual preferiu apresentar-se a Jesus na forma de sua encarnação como Elias.

 

Jefferson moura de Lemos

 

                                                                                               

 

 

[1] Os grifos são nossos.

[2] “A Gênese” capítulo XIV, item 14.  

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