A MULHER QUE TINHA UM FLUXO DE SANGUE

A MULHER QUE TINHA UM FLUXO DE SANGUE

 

          “E certa mulher, que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despedido tudo quanto tinha nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;

          Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua vestimenta. Porque dizia: se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.

          E logo se lhe secou a fonte do seu sangue, e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.

          E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?   

         E ele olhava em redor, para ver a que isso fizera.

          Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.

         E ele lhe disse: filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.”

 

(Marcos 5: 25)*

 

          A mulher da passagem em tela, provavelmente sofria de algum tipo de hemorragia uterina que segundo a medicina atual pode ter diversas causas, tais como: Hormonais, infecciosas, tumorais¹… Assim, dificilmente os recursos rudimentares da época poderiam encontrar a medicação adequada que lhe proporcionasse a cura, passando desse modo, pelas mãos de vários médicos sem encontrar a solução.

          Ao depara-se com Jesus e sabendo de sua fama resolveu aproximar-se para toca-lo acreditando que realmente iria ficar curada, no momento em que ouve o contato, a reação de Jesus foi a de identificar a pessoa que lhe tocou dentre uma multidão que lhe apertava, pois dele havia saído uma virtude (ou “poder” segundo algumas traduções) conforme a terminologia utilizada na época.

          O que seria essa virtude ou poder que Jesus percebera que lhe saiu no instante do toque e que proporcionou a cura da doente?

          Desde as mais remotas épocas o ser humano manipula energias que no Espiritismo chamamos de fluidos, no antigo Egito, que detinha uma medicina  avançada em relação a outras nações, os sacerdotes tambem utilizavam imposições de mãos para a cura, o mesmo ocorria em outros povos e tambem entre os hebreus. Embora, apenas as pessoas religiosas se utilizavam desse método, não sendo muito diferente nos dias atuais.

          Jesus não só manipulava conscientemente esses fluidos como até as suas vestes estavam impregnadas.            

          A doutrina Espírita estuda os fluidos e sua ação magnética e curativa. E é através do conhecimento da ação fluídica que muitas passagens dos Evangelhos, ou melhor, de toda a Bíblia, podem ser mais bem compreendidas e explicadas.

          Desse modo, nada melhor do que as explicações de Allan Kardec acerca dessa passagem bíblica:

          “Estas palavras: conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, são significativas². Exprimem o movimento fluídico que se operava de Jesus para a doente; ambos experimentam a ação que acabara de produzir-se. É de notar-se que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus; não houve magnetização, nem imposição das mãos. Bastou a irradiação fluídica normal para realizar-se a cura.

          Mas, por que essa irradiação não se dirigiu para aquela mulher e não para outras pessoas, uma vez que Jesus não pensava nela e tinha a cercá-lo a multidão?

          È bem simples a razão. Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repara-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente fluídica, o primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba aspirante. Algumas vezes, è necessária a simultaneidade das duas ações; doutras, basta uma só. O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de que tratamos.

          Razão, pois, tinha Jesus para dizer: “Tua fé te salvou.” Compreende-se que a fé a que ele se referia não é uma virtude mística, qual a entendem muitas pessoas, mas uma verdadeira força atrativa, de sorte que aquele que não a possui opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou, pelo menos, uma força de inercia, que paralisa a ação. Assim sendo, tambem se compreende que, apresentando-se ao curador dois doentes da mesma enfermidade, possa um ser curado e outro não. É este um dos mais importantes princípios da mediunidade curadora e que explica certas anomalias aparentes, apontando-lhes uma causa muito natural.” (A Gênese cap. XV, itens 10 e 11)³

 

Jefferson Moura de Lemos

 

   

 

Referências:

 *Bíblia Sagrada. João Ferreira de Almeida. Ed. 1995 São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005.

[1] BIBLIOTECA médica Online

(http://www.manualmerck.net/?id=261&cn=1659)

[2] Os grifos são nossos.

[3] Kardec, Allan. A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Ed. FEB, 35ª edição

 

        

 

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2 respostas para A MULHER QUE TINHA UM FLUXO DE SANGUE

  1. Ricardo Malta disse:

    Muito interessante as suas abordagens. Irei retornar mais vezes. Parabéns pelo belo trabalho.

    Abraços.

    Meus contatos:
    http://estudofilosoficoespirita.blogspot.com/
    http://alutapelodireitodefamilia.blogspot.com/

  2. Patricia disse:

    Jefferson parabéns pelo blog.
    Patricia Araujo

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