O MÉDIUM COMO DOUTRINADOR

O MÉDIUM COMO DOUTRINADOR

         Geralmente o doutrinador é escolhido entre os trabalhadores que não têm uma mediunidade ostensiva, isto é, capaz de utilizar a psicofônia, a psicografia ou qualquer outra forma de mediunidade mais acentuada. Por esta razão, não estão tão suscetíveis de sofrer influência dos espíritos comunicantes no momento da doutrinação. No entanto, podemos situar o doutrinador entre os médiuns intuitivos, pois, no papel de evangelizador, recebe toda a assistência espiritual necessária. Assim, é comum haverem funções especificas nas reuniões mediúnicas, uns são doutrinadores e outros médiuns.

          Todavia, nem sempre uma instituição espírita contém uma quantidade suficiente de trabalhadores que possam desempenhar essas funções de maneira específica, desse modo, nada impede que um médium ostensivo possa tambem doutrinar. É claro que para ser tambem um doutrinador o médium deverá ser acompanhado pelo departamento mediúnico, a fim de verificar a sua disciplina e autocontrole no desempenho da sua mediunidade.

          Médiuns indisciplinados, barulhentos (que batem na mesa com violência, que falam muito alto, atrapalhando os companheiros que estão próximos ou até mesmo gritando), levantam da mesa incorporados sem motivo plausível, seguindo os desejos da entidade enferma e outros comportamentos inadequados. Não devem ser designados para atuar na doutrinação. Mesmo que já exerçam a mediunidade por muitos anos, ainda estão sem a devida educação mediúnica.

           Na medida em que progride, adquirindo os conhecimentos necessários acerca do fenômeno mediúnico tanto na parte teórica quanto na parte prática, aliado ao autocontrole e a responsabilidade, o médium poderá adentrar no trabalho de doutrinador. Permanecendo ainda, sob as vistas do dirigente da reunião mediúnica, pois o medianeiro mesmo sendo disciplinado não esta livre de assimilar cargas energéticas de algumas entidades desequilibradas, sendo necessário a intervenção do dirigente para o devido atendimento a entidade enferma enquanto o médium doutrinador se recompõe.   

          É muito interessante o médium como doutrinador, pois o conhecimento adquirido pelo exercício mediúnico o auxiliará no desempenho da doutrinação, amparando o companheiro que esta na psicofônia, bem como a entidade atendida, pois sabe das dificuldades e necessidades na prática.

 

 

Jefferson Moura de Lemos

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