A VIDA APÓS A MORTE E AS RELIGIÕES TRADICIONAIS

A VIDA APÓS A MORTE E AS RELIGIÕES TRADICIONAIS

 

          Frequentemente encontramos religiosos tradicionais que criticam os ensinamentos do Espiritismo acerca da vida após a morte. Muitas vezes, é nítida a revolta desses irmãos no momento dos comentários, enfocando principalmente a injustiça que seria da parte de Deus se permitisse a uma pessoa que morreu permanecer próximo aos seus familiares.

         Segundo esses irmãos, é uma crueldade não consentir ao morto o merecido descanso depois de uma vida de tribulações. É inaceitável ainda ter que, depois de morto, observar muitas vezes as dificuldades e os sofrimentos dos seus entes queridos. Seria bem melhor estar alheio a vida que deixou na terra e partir diretamente para o lugar reservado aos “salvos”.

          Assim, para alguns protestantes, na morte, recai sobre o ser recém-desencarnado uma cortina de esquecimento, uma amnesia que o faz esquecer as pessoas que ama as amizades que cultivou e as boas ou más lembranças.  

          Ora, é justamente através das amizades, sentimentos e dificuldades do caminho que adquirimos as experiências necessárias para conduzirmos nossas vidas, conhecer o próximo e a nós mesmos. Será que Deus tiraria de nós esse patrimônio, retirar essas lembranças é deixar o vazio. Falando sério o que é mais consolador, estar vivo e consciente com todas as lembranças boas ou más que constituem nossa individualidade, ou em estado de amnesia? Não é mais consolador, poder rever seus entes queridos, mesmo que alguns estejam em meio a dificuldades que sabemos ser transitórias e dependendo de cada caso ainda poder ajudar?

          O Espiritismo não especula, mas lida com fatos como os mostrados no globo repórter do dia 16/09/2011 sobre as experiências de quase morte, esses relatos são somente alguns dentre milhares que acontecem no mundo todo.

           No site da globo temos o depoimento do arquiteto Edval Paletta que no momento do (EQM) estava inconsciente, intoxicado com o gás do chuveiro.  Ele lembrava da conversa que teve com a mãe morta havia três anos.

 

          “Eu entrei em um túnel maravilhoso. O piso era como se tivesse uma plantação de trigo, verde, e um odor daquela planta, a dama da noite”, detalha Edval. “Eu fui caminhando em direção a uma névoa azul nesse túnel. Do lado esquerdo parecia que tinha um grupo de pessoas que você não conseguia reconhecer. Minha mãe saiu desse grupo de pessoas. Veio ao meu encontro e começou a falar: ‘você tem que ir embora que aqui não é o seu lugar’. E eu: ‘mãe, isso aqui é maravilhoso. Eu vou ficar por aqui, eu não quero voltar’. Ela insistiu algumas vezes: ‘calma’. Até que uma hora – ela é tipo aquelas italianas brabas – disse: ‘você volta que você tem um filho para criar, não é o seu lugar aqui, você volta imediatamente!’”

          “Eu estava relutante em obedecer, mas ela foi tão incisiva que eu falei: ‘bom, se eu não voltar eu apanho aqui. Vai ficar ruim o negócio’”, se diverte o arquiteto.

          Enquanto isso, a mulher e os vizinhos tentavam de tudo para reanimar o corpo de Edval. “Eles precisaram arrombar a porta para me tirar de dentro, e tudo isso que aconteceu, eu via como se estivesse de cima, como se não existissem paredes aqui. Eu vi a hora que o pessoal me tirou de dentro do box e me levou para a cama. Eu vi meu corpo. Eles estavam tentando a reanimação em cima da cama.”

          Depois de 28 anos, com o prazer de ter criado dois filhos, Edval agradece todos os dias por ter voltado – porque se dependesse só do bem estar que sentiu no túnel…

          “Se morrer for aquilo, é muito bom. Você vai passar para um lugar muito legal. A sensação de paz que se tinha era maravilhosa. Não é essa loucura que tem aqui”, define.

 

          Vejamos o detalhe da vegetação que assemelha-se ao relatado nos livros mediúnicos como “Nosso Lar” pela psicografia de Chico Xavier. O Espiritismo consola por mostrar essa realidade da vida espiritual que todos iremos vivenciar um dia. Continuaremos a lembrar dos que ficaram, haverá momentos de reencontros como o que ocorreu com Edval e sua mãe, continuaremos vivos e felizes por saber que a vida continua.  

Jefferson Moura de Lemos

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