AS RESSURREIÇÕES REALIZADAS POR ELIAS E ELISEU

AS RESSURREIÇÕES REALIZADAS POR ELIAS E ELISEU

 

           “Então, se mediu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que torne a alma deste menino a entrar nele. E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.” (1Reis 17:21,22) – “E chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. – “Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor. – E subiu, e deitou-se sobre o menino, e pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino se aqueceu. – Depois, voltou, e passeou naquela casa de uma parte para outra, e tornou a subir e se estendeu sobre ele, então o menino espirrou sete vezes e o menino abriu os olhos.” (2 Reis 4:32-35)  

 

          Já tinham eles avançado, então, um pouco mais no caminho da espiritualização progressiva, com a pregação e os prodígios de Elias e Eliseu, que foram os primeiros a provar, aparentemente, a possibilidade da volta de um morto à vida.

         O primeiro deles passa por ter ressuscitado o filho da viúva de Zarephath (ou Sarepta), o segundo teria feito o mesmo ao filho da Shunammita (I Reis 17:17-24 e II Reis 4:32-37). A técnica utilizada por ambos, que lembra o moderno processo de reativação cardíaca por meio da respiração boca a boca, mas não deve ser confundida com ele, baseou-se na transfusão do fluido magnético animal pelo contato corporal demorado, recurso não utilizado por Jesus em casos semelhantes, pois o Divino Mestre servia-se apenas da imposição das mãos (passes magnéticos), do olhar, do sopro ou da simples palavra de ordem.

        Os dois meninos, na verdade, não estavam mortos, mas mergulhados em profundo sono cataléptico, que apresenta, entre outros sintomas a rigidez cadavérica. Esse caso em particular de “morte clínica” produzida pelo extremo afrouxamento dos laços fluídicos que prendem a alma ao corpo, mas não pela sua ruptura, ainda mais se torna evidente no episódio um tanto deturpado, mas verossímil, da “ressurreição” operada post-mortem por Eliseu, quando um suposto defunto que estava sendo enterrado foi lançado violentamente, num momento de pânico, sobre o seu túmulo (II Reis 13:20-21). Casos de despertar de defuntos por queda figuram de vez em quando no noticiário dos jornais, sem que ninguém pense em milagre.    

João Boscoli

Extraído do livro “O Apocalipse sem véu”

 

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