O TERCEIRO DIA “PARTE 2”

O TERCEIRO DIA

PARTE 2

   “E disse Deus: produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre terra. E assim foi. – E a terra produziu erva, erva dando semente segundo a sua espécie. E viu Deus que era bom. – E foi a tarde e a manhã: o dia terceiro.” 

Gênesis 1: 11;12

          Logo após a emersão dos continentes surgem os vegetais. Do ponto de vista dos antigos isso era lógico de se supor visto que, como já vimos, os hebreus acreditavam que os oceanos eram um abismo com águas sem fim. Além disso, segundo a tradição semita os vegetais não eram seres vivos, pois não respiravam como os animais não tinham, portanto, o fôlego de vida “em hebraico ruach”. Desse modo, os vegetais eram considerados uma extensão da própria terra.   

         Contrariando o texto a ciência descobriu que os vegetais são seres vivos que surgiram no mar e se adaptaram a terra seca, e que as diversas espécies surgiram por adaptação e mutações genéticas diferenciando-se de suas ancestrais, formando novas espécies.  

        Todavia para a mente daqueles homens da antiguidade, que não poderiam conceber os vegetais como seres vivos, nem supor os processos de seleção natural e as transformações genéticas; não havia outra explicação senão crer numa criação instantânea.

        Há outra questão importante, sabemos que os vegetais precisam da luz solar para sobreviverem, todavia o sol somente será criado no quarto dia. Esse pormenor não tinha relevância para os antigos hebreus já que não conheciam o processo de fotossíntese, que é a capacidade que os vegetais têm de captar a energia do sol e transforma-la em energia química.

        Apesar dos erros os redatores acertaram em colocar a criação dos vegetais antes dos animais, observando que toda a vida animal depende dos vegetais era natural supor que a sua criação teria que vir primeiro. E sem querer acertaram em outro ponto: o oxigênio. Os vegetais respiram gás carbônico e devolvem oxigênio que é essencial para a vida animal.

          Mais uma vez percebemos que os textos bíblicos do Gênesis foram escritos por pessoas com conhecimentos muito limitados sobre a vida na terra, não podendo ser uma revelação totalmente, mas, eivada de erros humanos.

 

 

Jefferson Moura de Lemos

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