VESTES SACERDOTAIS E O ESPIRITISMO

VESTES SACERDOTAIS E O ESPIRITISMO

         Diferente da maioria das doutrinas espiritualistas tradicionais, o Espiritismo não adota hierarquia sacerdotal. Tambem não existem pessoas voltadas exclusivamente ao exercício remunerado da doutrina como acontece nos templos protestantes.

         Desse modo, não faz parte da prática Espírita o uso de vestes sacerdotais nem são empregados uniformes para diferenciar os médiuns dos demais trabalhadores e frequentadores. O espiritismo não adota nenhum tipo veste extravagante e tambem não proíbe o uso de roupas pretas ou de qualquer outra cor desde que seja sóbria e adequada ao ambiente religioso.

         A cor de uma roupa não interfere nos trabalhos espirituais, somente pessoas supersticiosas ou influenciadas por espíritos ainda apegados a certas crendices irracionais podem crer e transmitir esse tipo de ensinamento.

         O que influencia negativamente os trabalhos espirituais são os pensamentos de inveja, os rancores, as fofocas pelos corredores da instituição, as intrigas entre trabalhadores e tantos outros “melindres” que existem no coração humano. Essas imperfeições atraem obsessões e desequilíbrios sérios e não a cor da roupa.

         O médium não é um ser melhor nem pior que ninguém, mas um companheiro que veio com uma missão, o mediunato, a fim de auxiliar através dos seus dons espirituais e ao mesmo tempo resgatar dividas contraídas em seu passado reencarnatório. Necessitando exercitar a humildade e a abnegação para desempenhar bem os seus deveres e não passar a pertencer a alguma classe sacerdotal, como se fosse mais especial que os outros, quando na verdade pode ser o mais devedor.

         A verdadeira superioridade moral é exercida quando as lágrimas dos aflitos são aliviadas, a fome é amainada, a nudez é encoberta e a enfermidade é curada. Quando as dúvidas são elucidadas e a consciência atormentada é aliviada pelos conselhos do bem. Para isso não é necessário hierarquias sacerdotais, vestes especiais, apenas boa vontade e amor.

         Não há na Doutrina Espírita nem símbolo sagrado ou sacramentos, a doutrina é totalmente desprovida de imagens e rituais. É livre de superstições e quando bem compreendida leva os seus adeptos a uma fé racional e ao desenvolvimento de uma moralidade integrada ao evangelho de Jesus.

          A codificação Kardequiana deve ser o roteiro doutrinário para o verdadeiro espírita.

Jefferson moura de Lemos

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