O convertido

O CONVERTIDO

           “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á.”

Jesus, (João 10:19)

 

 

         O título acima poderá dar a impressão de que vamos narrar algo sobre o grande convertido da estrada de Damasco, uma das criaturas que mais contribuiu para a implantação do Cristianismo na face da terra. Porém, não é sobre ele, Paulo de Tarso, que vamos falar. É, sim, de um imigrante português que desencarnou em São Paulo e que se comunicou em uma reunião mediúnica, com o nome de Martins Pereira, narrando-nos o ocorrido em sua última existência no plano terrestre. Assim nos disse:

         – Certa feita, ao efetuar uma compra, entregaram-me a mercadoria embrulhada em um pequeno jornal espírita. Por curiosidade comecei a Lê-lo e senti uma atração muito grande por aquelas ideias. Interessei-me pelo seu conteúdo e, consequentemente, procurei ler outros exemplares e mensagens que me descortinaram um outro mundo e nova maneira de pensar. Daí para a frente não mais parei de fazer assinaturas de jornais, adquirir livros e contatar com espíritas que me entusiasmaram ao ver o esforço que faziam para se melhorarem moral e culturalmente. Frequentei reuniões e decididamente tornei-me espírita, passando a partir daí a me dedicar inteiramente às obras assistenciais. Não se passaram muitos anos e eu vim a desencarnar. Porém esse tempo foi o suficiente para que eu vislumbrasse a vida de além-túmulo sem os mistérios que me haviam ensinado até a “casualidade” de conhecer o Espiritismo.

         Martins Pereira teceu comentários sobre o valor da divulgação da mensagem consoladora, incentivando os que se dedicam a esse mister que tanto tem ajudado a esclarecer as criaturas. Disse tambem que muitas vezes os adeptos do Espiritismo que se dedicam à sua difusão não se dão conta do grande benefício que esse trabalho traz à Humanidade; porque o jornal, o livro, a mensagem espiritual, que muitas vezes parecem despertar pouco interesse, são como sementes bem selecionadas que, ao contato com a terra receptiva, produzem bons frutos.

         Há criaturas que fazem verdadeiro aliciamento procurando converter mais e mais pessoas para a sua “religião”. O Espiritismo não adota este tipo de catequese. Não acreditamos que com doutrinações estéreis, conseguiremos fazer conversões úteis para a nossa grei. Acima de tudo, a necessidade da conversão para a doutrina que consola e defende a fé raciocinada tem de ser sentida e nunca imposta. Ninguém deve ser obrigado a ser adepto de religião alguma, principalmente do Espiritismo, mesmo porque nem todos estão dispostos em pautar suas vidas dentro de seus princípios.  Se desejamos que os outros se sintam felizes, assim como nós nos sentimos pelos esclarecimentos que a Doutrina dos Espíritos nos proporciona, devemos trabalhar com muita dedicação, humildade e desinteresse, envolvendo em ambiente fraterno e de muito Amor aqueles que nos procuram em busca de auxilio, não só nas casas espíritas onde mourejamos, mas em qualquer local em que nos encontremos. Sejamos espíritas em todos os momentos, certos de que, se a palavra convence, o exemplo transforma, como aconteceu com Martins Pereira.

 

Raymundo Rodrigues Espelho

 

Extraído do livro “Reflexos das atitudes”  

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